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sábado, 9 de março de 2013

Fup de Jim Dodge



O autor de Fup, Jim Dodge, é uma dessas pessoas que eu acredito que, caso tivéssemos nos conhecido, seríamos grandes amigos! (rs)

O escritor norte americano fez escolhas fora dos padrões ao longo de sua vida e a sua escrita segue a sua essência de uma forma bem interessante. Dodge trabalhou em vários ofícios antes de se decidir pela escrita. Foi professor, pastor de ovelhas, jogador profissional... Viveu quase 15 anos de forma isolada em uma comunidade alternativa e auto sustentável e dedicou-se, nesse período, também à poesia.

A busca de uma vida mais simples, e de certo modo selvagem, o seu quase anarquismo (expresso na crítica aos controles governamentais, mas também na capacidade de escolher por si mesmo uma estrutura de vida diferente dos moldes culturais), e a sua narrativa na obra Fup foram os elementos que mais me cativaram em Dodge!

 "Sou um pouco anarquista. Acho que não precisamos de muito controle governamental nas nossas vidas, quanto mais governo envolvido, menor a possibilidade de descobrir sobre si mesmo. A liberdade de fracassar é muito importante para mim" (Jim Dodge em trecho de entrevista concedida ao Jornal do Brasil, disponível na íntegra aqui; grifo meu)

Depois do período de quase isolamento do mundo social, Dodge voltou para a cidade grande e publicou três romances, diversos ensaios, roteiros, textos etc. Voltou a lecionar e até hoje dirige um projeto de estímulo à escrita criativa na Universidade de Humboldt na Califórnia; sobre o qual tenho muita curiosidade.

"Sempre digo que talento é ordinário. Muitas pessoas são abençoadas com imaginação, outras têm facilidade de escrever, mas poucas têm convicção suficiente para sentar o traseiro e passar dias escrevendo. Esse é meu único conselho: se você quer ser um escritor, escreva. Você só precisa de imaginação e disciplina. Mas nem todo mundo está disposto a fazer o sacrifício que isso exige. Quando terminei O enigma da pedra, me senti um lixo. Foram dois anos dedicados ao livro. Por isso tantos escritores são auto-destrutivos, são aprisionados no espelho" (Jim Dodge em trecho da mesma entrevista concedida ao Jornal do Brasil)

Seus romances:

Fup - publicado no Brasil pela José Olympio Editora na coleção Sabor Literário (esta é a edição que eu tenho e adoro a coleção, recomendo!).
O enigma da pedra - também publicado no Brasil pela mesma editora.
Not fade away


Fup é seu livro mais divulgado e aclamado pelos leitores. 

A história inusitada, quase uma fábula, tem como um dos personagens principais uma pata gorda com um comportamento idiossincrático: hilário e irônico na medida. Os demais personagens também são construídos de modo muito interessante e possuem formas de ver o mundo e atitudes que nos revelam as críticas e perspectivas sobre a vida social de Dodge de um jeito extremamente cativante.

Fup é um desses livros que nos faz dormir com um sorriso bobo no rosto e a certeza renovada de que há uma beleza inescrutável no ser humano! Simplesmente um belo livro!

O conhecimento científico, a cultura e as inúmeras facilidades da vida social contemporânea muitas vezes nos isolam e nos fecham para este mundo indescritível que é o outro. 
Poder olhar o outro integralmente com as suas particularidades, diferenças e beleza únicas é uma virtude que, muitas vezes, é relegada e esquecida no nosso mundo (individualista e sectário).

Jim Dodge nos relembra nessa obra da singularidade e das imensas possibilidades da nossa própria  história (baseada nas nossas escolhas, na nossa liberdade que é algo realmente maravilhoso!) e do mundo fantástico que é amar os demais, sejam estes seres racionais ou não... ; )


* Fiz um vídeo para o canal falando de Fup!
**Este post é a minha quarta resenha para o Desafio Literário 2013. Minha lista de livros para o desafio: aqui.
(Uma versão inicial deste texto apareceu no blog já extinto 365 escritores)

sexta-feira, 8 de março de 2013

O restaurante no fim do universo e a imaginação indescritível de Douglas Adams

 Li o segundo volume da série O Mochileiro das Galáxias para o Desafio Literário de 2013. (E sim, minha resenha está um pouco atrasada, rs)

Douglas Adams já tinha me proporcionado ótimos momentos com o excelente livro de abertura da série e o tema do mês era livros que nos façam rir; então não tive dúvidas e achei que seria uma ótima leitura. Mas, como é sabido, tanto na literatura como na vida criar muita expectativa nem sempre é algo bom. Porque a possibilidade da leitura não corresponder a essa expectativa idealizada é enorme e você fica com aquela sensação que o livro não deu o que tinha que dar (embora o tamanho da sua decepção seja fruto quase que exclusivamente dessa sua própria expectativa generalizada e inatingível...).

Dito isso, O restaurante no fim do universo é um bom livro, mas não tanto quanto O guia do mochileiro das galáxias. ;)

É fato que continuações são difíceis por natureza. Douglas Adams nos brinda neste segundo volume com muitas doses de sua ironia inteligente e com tiradas incríveis e isso já vale a leitura. Mas o livro tem um problema que, na minha opinião, incomoda bastante o leitor: a falta de um enredo. Além disso, ou em paralelo à isso, os personagens se perdem na falta de um roteiro com início, meio e fim (ou outras possibilidades cabíveis). 

Inicialmente achei que era proposital (e ainda acho que pode ser; afinal, tenho que ler a continuação para poder avaliar melhor), mas no meio para o fim do livro a sensação de que ele estava me levando de nada a lugar nenhum ficou mais forte.

A história começa com um breve resumo do livro anterior e com o reaparecimento dos Vogons que voltam para terminar o que tinham começado: exterminar os humanos (no caso, os únicos dois humanos restantes no universo: Arthur e Trilian). Diante da possibilidade da extinção da nave Coração de Ouro e da incapacidade de se entender com o computador central da nave para que ela funcione e eles fujam, Zaphod Beeblebrox resolve invocar o seu bisavô para pedir ajuda (? rs).

A partir de então tem início uma saga que separa os personagens e os une apenas em alguns momentos da trama. Um dos melhores momentos é quando acompanhamos Zaphod Beeblebrox e Marvin sendo perseguidos em um planeta distante por uma patrulha Frogstar. O objetivo é levar Zaphod para que este seja submetido ao Vórtice da Perspectiva Total, uma aparelho simplesmente brilhante! (rs).
Nesse trama inícial, os dois passam por situações hilariantes e eu até cheguei a simpatizar um pouco mais com Zaphod. ;)

O segundo melhor momento é, seguramente, o jantar no restaurante no fim do universo! Nessa hora fiquei me perguntando: quantas ideias geniais uma pessoa pode ter? Porque a imaginação do autor parece não ter fim, rs.

Creio que a leitura vale mais a pena quando feita da série inteira de forma seguida. Dessa forma, talvez eu não tivesse me sentido tão incomodada com a falta de um enredo central neste livro.

No mais, termino com um trechinho de um dos momentos incríveis da capacidade criativa e do humor irônico de Adams:

"Os elevadores modernos são entidades estranhas e complexas. Os antigos aparelhos elétricos com cabos de aço e 'capacidade-máxima-para-oito-pessoas' possuem tanta semelhança com um Transportador Vertical Feliz de Pessoas da Companhia Cibernética de Sirius quanto um saquinho de castanhas sortidas tinha com toda a ala esquerda do Hospital Psiquiátrico de Sírius.
Basicamente, os elevadores agora operam segundo o curioso princípio da 'percepção temporal desfocada'. Em outras palavras, são capazes de prever vagamente o futuro imediato, o que permite que estejam no andar correto para apanhar seus passageiros antes mesmo que eles possam saber que queriam chamar um elevador. Dessa forma, eliminaram todo aquele tédio relacionado a bater papo, se descontrair e fazer amigos ao qual antes as pessoas eram forçadas enquanto esperavam os elevadores.
É apenas uma consequência natural, então, que muitos elevadores imbuídos de inteligência e premonição tenham ficado terrivelmente frustrados com esse trabalho inominavelmente tedioso de subir e desces, subir e descer ; eles experimentaram brevemente a noção de ir para os lados, como uma espécie de protesto existencial, em seguida reivindicaram maior participação no processo de tomada de decisões e finalmente começaram a jogar-se deprimidos nos porões.
Em nossos dias, um mochileiro sem grana que esteja passando por qualquer um dos planetas do sistema estelar de Sírius pode arrecadar um dinheiro fácil trabalhando como terapeuta de elevadores neuróticos."
O Restaurante no fim do universo, Douglas Adams. Editora Arqueiro, pág. 36.



Este post é a minha terceira resenha para o Desafio Literário 2013. Minha lista de livros para o desafio: aqui.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

As Irmãs Makioka - Junichiro Tanizaki

As Irmãs Makioka (IM) é um belo romance de Junichiro Tanizaki. Inspirado em sua segunda esposa e em um momento da sua vida; a obra parece ser bem diferente das demais do autor*.

Publicado inicialmente em fascículos em uma revista e, depois, em três volumes entre 1944 e 1948, IM fala da relação entre tradição e modernidade no japão dos anos 30.

Censurado no Japão nesta época, apesar de quase não falar em questões políticas ou nas guerras; IM representou uma ameaça na medida em que questionava o valor da ocidentalização exagerada e, ao mesmo tempo, exaltava de forma crítica uma cultura que estava já em vias de transformação rumo a uma maior militarização.

Sasameiyuki, título original e mais bonito, lida com os dilemas da tradição de uma forma bem interessante a partir da vida de quatro irmãs e das consequências nas suas vidas da força exercida pelos símbolos, regras e pela cultura de sua sociedade.

Além disso, o livro apresenta ao leitor leigo como eu (em cultura japonesa) um interessante panorama da arte e das belezas do Japão; nomeadamente o Teatro Kabuki, com suas cancões, danças e o uso de vestimentas tradicionais e a força da mudança das estações, em especial a beleza das cerejeiras em flor.

O enredo gira em torno da "busca" de um pretendente para a terceira das irmãs Makioka: Yukiko. A história nos é apresentada a partir da segunda filha da família Makioka: Sachiko. A narrativa não é em primeira pessoa, mas o narrador enfoca principalmente a vida diária de Sachiko com suas irmãs; duas das quais, as mais novas, ainda eram solteiras, embora já de idade "avançada" para o que era considerado idade de casar na época.

Vamos tomando conhecimento da vida da família através do relacionamento entre Sachiko, já casada, e as demais irmãs: Yukiko, que é a irmã no "momento" de se casar (a terceira filha), Taeko, a irmã mais nova e um tanto rebelde e Tsukuro, a irmã mais velha. Esta última tem uma presença marginal na história. Ela é a irmã que já se casou há mais tempo e que, por ter muitos filhos, um marido que não seguiu o ramo comercial dos Makiokas e também por passar a morar longe, se separou naturalmente da convivência com as demais irmãs, apesar de guardar uma ascensão em relação as decisões familiares por ser a mais velha.

Extremamente belas e oriundas de uma família tradicional e outrora abastada, as irmãs Makioka se deparam em fins da década de 30 com as mudanças culturais e sociais a partir de suas próprias vidas e da relação com estrangeiros que moravam no Japão. A dinâmica mais forte da vida delas, naquele então, gira em torno da tentativa de casar Yukiko, que é a mais tradicional das irmãs e que deixa a cargo destas a condução da sua vida não tendo praticamente voz sobre as decisões que a envolvem e sobre o seu futuro. Por outro lado, a personagem Taeko, a irmã mais nova das Makioka, mostra a vida de uma mulher que quer deixar algumas tradições de lado e seguir suas próprias vontades e escolhas, mas que também se encontra fortemente influenciada pela cultura, pelas regras sociais e por toda a família.

A característica que mais me marcou na leitura foi a percepção da dificuldade que era, para uma mulher naquela época e sociedade, perceber e expôr seus sentimentos e realizar suas escolhas (na realidade, isso não acontecia apenas com as mulheres...). A partir do dia a dia das irmãs Makioka acompanhamos seus dramas (dos mais rasos aos mais profundos) e, por mérito do autor, quase sentimos o quanto era sufocante , perverso e mesmo inescrutável para cada uma das envolvidas as situações que estavam sendo vividas. Ninguém fica ileso: sofrem os que querem seguir a tradição, os que a sentem como um peso e os que a renegam total (o que é praticamente impossível) ou parcialmente.

Um outro aspecto que acho interessante ressaltar é a forma como Tanizaki nos introduz nas belezas do Japão; a descrição da observação das cerejeiras em flor e do êxtase vivenciado é realmente muito bela! Da mesma forma o amor das irmãs pelo teatro Kabuki contagia e me fez procurar referências e mesmo alguns pedaços de espetáculos disponíveis online.

O livro de Tanizaki foi debatido la no fórum no mês de janeiro. Foi bem interessante ver as reações diversas que vários participantes tiveram com a leitura.

Para ver os vídeos e posts produzidos e os debates sobre a obra de Tanizaki: visite o Fórum Entre Pontos e Vírgulas! ; )


*Este post é a minha segunda resenha para o Desafio Literário 2013. Minha lista de livros para o desafio aqui. :)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Uma aprendizagem para a vida com Clarice Lispector



Devo confessar inicialmente que foi com um grande nó na garganta que terminei de ler Uma Aprendizagem ou o livro dos prazeres. Clarice, como sempre, me tocou lá naquele lugar recôndito da alma que por vezes insisto em deixar fechado para continuar vivendo; para não lidar com o fato de que ainda não sei o que quero. Claro está que sem recorrer a este lugar, eu também não existo como gostaria. Por tudo isso é que apenas hoje, quase 15 dias após terminar a leitura, venho escrever sobre o que senti ao ler este livro único.

E o que posso dizer é que em certos momentos minha vontade era conseguir verbalizar como a autora as minhas dúvidas mais profundas; em outros minha identificação com o texto e com Lóri era tal que eu queria fechar correndo o livro e me esconder de mim mesma e do mundo.

Sim, porque Uma Aprendizagem não nos apresenta apenas o drama de Lóri e sua relação com Ulisses; ele nos faz olhar para dentro de nós mesmos e fazer aquelas perguntas mais difíceis e indecifráveis: vivemos com toda nossa possibilidade, com todo nosso ser? Podemos ser felizes algum dia? O que é e como se realiza esta felicidade?

Uma Aprendizagem ou o livro dos prazeres, pág 53.

Clarice não dá respostas, mas faz as perguntas e mostra inquietações como ninguém. Neste momento da minha vida, essa foi a maior virtude da leitura de Uma aprendizagem: recolocar para mim mesma algumas das minhas questões essenciais como pessoa e poder dar voz à elas dentro de mim sem medo em demasia, sem fugas ou subterfúgios.  Certamente é um livro que lerei mais vezes: uma única leitura é muito pouco. Clarice nos pede e nos dá muito mais.

Se você quer se permitir esse encontro com possíveis inquietações do seu íntimo, se você ainda não conhece Clarice ou se você quer lidar com todo o amor que tem dentro de você e não se permite realizar; leia Uma Aprendizagem ou o livro dos prazeres! Provavelmente você não conseguirá mais deixar de se fazer as perguntas necessárias, elas se tornam urgentes para seguir respirando... mas com toda certeza cada respiração sua será diferente: mais viva, mais dura, porém mais inteira do que antes.

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Não posso deixar de finalizar este breve texto sem agradecer à grande amiga Juliana Gervason; quem me indicou este livro e que sempre me inspira pelo que é e por amar tanto a literatura. Obrigada, querida irmã!

E aqui alguns vídeos da Ju sobre Clarice: Enfim, ClariceMais Clarice e Tag Livros e emoções: Clarice. Recomendo todos!!!! ;)


*Este post é a minha primeira resenha para o Desafio Literário 2013. Minha lista de livros para o desafio aqui. :)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Desafio Literário 2013 - A Lista!




Começou o ano e também o Desafio Literário 2013 (não conhece: clica no link!). Eu já tinha feito um post (aqui) e um Vídeo para o Canal comentando meus preparativos.

Eis agora, minha lista final:

Janeiro - Tema livre: Uma Aprendizagem ou o livro dos prazeres, Clarice Lispector
                                    As Irmãs Makioka, Junichiro Tanizaki

Fevereiro - Livros que nos façam rir: O restaurante do fim do Universo, Douglas Adams

Março - Animais Protagonistas: Fup, Jim Dodge
                                                     Chamado Selvagem, Jack London

Abril - Uma ou mais das quatro estações no título: O Outono do Patriarca, Gabriel García Marquez

Maio - Livros citados em filmes: Anna Kariênina, Liev Tolstói

Junho - Romance psicológico: O Morro dos Ventos Uivantes, Emily Bronte
                                                  Crime e Castigo, Dostoievski

Julho - Cor ou Cores no título: A Casa Verde, Mario Vargas Llosa

Agosto - Vingança: O Conde de Monte Cristo, Alexandre Dumas

Setembro - Autores portugueses contemporâneos: Os Íntimos, Inês Pedrosa

Outubro - Histórias de superação: Extremamente Alto e Incrivelmente Perto, Jonathan Safran Foer

Novembro - Livros que foram banidos: Lolita, Nabokov

Dezembro - Natal: Um Conto de Natal, Charles Dickens


* Nos meses em que incluí dois livros tentarei ao máximo cumprir e postar as duas resenhas; mas também ficarei satisfeita se conseguir publicar apenas uma. ; )

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Desafio Literário 2013 - Preparando a lista! ; )


Resolvi entrar no Desafio Literário para o próximo ano. Minha motivação principal é poder escrever sobre o que eu leio. Me parece meio injusto que eu leia tanto e fale tão pouco de livros que me causam imenso prazer, rs. Além disso, quero poder ler, no futuro, minhas memórias literárias... ; )

Achei a proposta para o ano que vem bem interessante com regras mais flexíveis e temas bem amplos. O que me atraiu, em especial, foi o deadline mais flexível (é possível postar resenhas com atraso, por exemplo; desde que isto seja feito até dezembro de 2013)... Veja tudo sobre o desafio Literário 2013 aqui.

E aqui vai a minha lista quase pronta! ; )

Janeiro - Tema livre

As Irmãs Makioka de Junichiro Tanizaki - Literatura japonesa que tanto quer conhecer mais! (Esse é o livro do Fórum literário lá do Vlog do mês de janeiro; unindo o útil ao agradável, rs)


Fevereiro - Livros que nos façam rir

Os livros que me faltam da série Mochileiro das Galáxias - Douglas Adams. 

Imperdível! Já passei ótimas horas em companhia do primeiro volume, hahaha!

; )









Março - Animais protagonistas - (Ok, esse é o tema mais estranho! kkk)

Meu escolhido é Chamado Selvagem de Jack London. (e o protagonista é um cachorro/lobo ? )

Abril - Uma ou mais das quatro estações no título

Aqui não tive preocupação: escolhi o único e inigualável Gabo com o clássíco: O Outono do Patriarca!

Yey! O projeto Gabo continua a todo vapor em 2013... rs


Maio - Livros citados em filmes

Ana Karênina - Tolstói.

Porque 2013 é também o ano dos clássicos na veia! rs ; )

Soube que este livro foi citado no filme Mensagem para você.

Alguém lembra em qual trecho do filme?
Fiquei curiosa, rs...






Junho - Romance psicológico

Crime e Castigo, Dostoievski OU O Morro dos Ventos Uivantes, de E. Bronte.

Dúvida cruel! Help?



Julho - Cor ou cores no título


A Casa Verde, do meu amado Mario Vargas Llosa!

(Olha que linda essa capa da edição antiga! ; )

Pensei também em O Caderno Vermelho, do Paul Auster; mas é um conto...








Agosto - Vingança

Essa foi difícil para mim... acho que não costumo ler livros com esse eixo temático, rs.
Escolherei entre Carrie, a Estranha do Stephen King e O Conde de Monte Cristo de Dumas.




Setembro - Autores portugueses contemporâneos

Esse mês é outro polêmico para pessoas indecisas como eu: Inês Pedrosa, Valter Hugo Mãe, Peixoto, Patrícia Reis... Tantos autores portugueses contemporâneos que quero ler, conhecer...

E ainda tem o Saramago necessário...

Mas escolhi a Inês Pedrosa que quero ler já há algum tempinho e que tenho já um livro dela aqui em casa de capa vermelha lindo! haha

E meu livro escolhido dela é A Instrução dos Amantes.




Outubro - Histórias de superação

Extremamente Alto e Incrivelmente Perto, de Jonathan Safran Foer. Fiz resenha do filme aqui.

Novembro - Livros que foram banidos - (Meu tópico preferido, haha!)

Tenho muitos para escolher; mas creio que será mesmo o Llosa com A Cidade e os Cachorros.

Dezembro - Natal

Para fechar com chave de ouro escolhi Dickens com Uma História de Natal. ; )

E tem vídeo lá no canal com meus escolhidos e algumas sugestões de livros que eu já li para quem quiser participar do Desafio. Passa lá para ver!


Beijos e ótimo final de semana!