sábado, 4 de fevereiro de 2012

3x Ryan Gosling!


Ai, ai... ; )

Quando penso em Ryan Gosling, acho que é possível dar um novo sentido à máxima: "um é pouco, dois é bom e três é demais". Demais aqui é no bom sentido! Demaaaaais de tão bom! haha

Outro dia vi um filme com o Ryan e reparei que o que mais me chama atenção na atuação dele é a paixão e entrega que ele tem pelos seus personagens. É difícil eu gostar muito de um ator a ponto de ver o filme sem indicação alguma apenas pelo prazer de vê-lo na tela. O único ator que eu vejo qualquer filme em qualquer momento da minha vida é o Daniel Day-Lewis! Meu ator predileto para sempre! ; ) 
Dois dos filmes dele, aliás, também figuram na minha lista de melhores filmes de todos os tempos: "Em nome do pai" e "Meu Pé esquerdo"; incrível a atuação do Daniel nestes dois filmes!

Pois o Ryan me surpreendeu nos últimos três filmes que vi com a participação dele e acredito que ele está se tornando um excelente ator. Dois deles eu vi ano passado e o último agora em janeiro.

1. Drive


Muito bom esse filme! Gostei do roteiro nada óbvio, da estética toda (iluminação, figurinos, locações) e dos atores. O Ryan Gosling, em especial, está muito bem nesse filme.

A trama gira em torno do personagem de Ryan, que é dublê de filmes de ação durante o dia e motorista à noite. O resto da sinopse não tem a menor importância.

O relevante é a relação do personagem principal (driver) com o mundo: com a estrada, o seu carro e com as pessoas à sua volta. A analogia com o ato de dirigir, aliás, é bem interessante e a atmosfera criada não é a de um filme de ação qualquer; é um filme introspectivo e meio melancólico. 

Tem muitas cenas bonitas e uma direção de cena bem legal. É um dos filmes que mais gostei do ano passado! Vale a pena por tudo e, claro, pelo Ryan... rs


2. Blue Valentine (Namorados para Sempre, na tradução que ganhou por aqui)

Ai, esse filme é um drama sobre relacionamento tão bonito... Ele não tem nada de romance água com açúcar; é doloroso, intenso, belo e feio também, como todo amor real. Outro que tem um roteiro interessante (não vou comentar muito que estraga!), e atuações excelentes do Ryan Gosling e da Michelle Willians.

Aliás, devo dizer que eu tinha algumas restrições com a Michelle Willians; minha impressão era que ela interpretava todos seus papéis de forma muito parecida e tal. Mas nesse filme ela surpreende muito! Os dois estão ótimos nos (vários) papéis que interpretam no filme!

Eu sou super implicante com trailers: acho quase todos óbvios demais, mal feitos - apenas descrevem a história do filme e entregam tudo em vez de atrair a atenção. Um bom trailer é uma arte!
Mas esse de Blue Valentine eu amei! Vi depois de ter visto o filme (quase nunca vejo trailers antes - fecho os olhos no cinema, haha, muito louca!); mas achei tão bem feito que resolvi deixar aqui abaixo para quem por ventura não tenha visto o filme ainda.



Não é fofo? ; )

3. The Ides of march (Traduzido aqui como Tudo pelo Poder)

É MUITO charmoso esse Ryan!!! (Você também, George! ; )

Este último filme é o mais recente que eu vi (acredito que ainda está em cartaz). The Ides of March tem direção de George Clooney e trata dos meandros da política intra-partidária norte-americana. Mais especificamente, a trama se desenrola a partir dos bastidores de campanha dentro do partido democrata para a indicação do candidato do partido à presidência. 

Muitos jornalistas apontaram para o lado crítico do filme (e do diretor) em relação aos democratas e ao presidente Obama especificamente. Porém, eu achei fraco o filme como crítica política - a ideia presente é a de que todos se corrompem mais cedo ou mais tarde. Fato? Pode até ser (embora eu sinceramente não acredite nisso...), mas o roteiro não traz nada de novo e impactante e o filme perde folego nesse sentido.

Um dos pontos fortes é certamente a atuação de Ryan Gosling (kkk)! Ele interpreta muito bem o diretor de campanha que tem seu idealismo confrontado com o realismo político, o jogo partidário e midiático. Já G. Clooney não me convenceu com essa sua atuação (ele é o candidato do partido democrata mais à esquerda), achei que ele ficou apagado demais (que contraste com o filme Boa noite, boa sorte! e o George Clooney ótimo naquele papel!). 
Tudo pelo Poder conta ainda com outros atores que eu gosto muito: Philip Seymour Hoffman e Paul Giamatti e com a Evan Rachel Wood, que eu não conhecia, em um dos papéis principais.

Recomendo quase que única e exclusivamente pelo Ryan Gosling! rs


E vocês, já viram algum destes filmes? Gostaram? Recomendam algum outro com o lindo do Ryan? ; )


Beijos!


sábado, 28 de janeiro de 2012

"Immigrant Song" e a sequência de abertura de The Girl with the Dragon Tatoo! (na versão norte americana)

Acho que não estrago o prazer de ninguém mostrando a MELHOR abertura de filme dos últimos tempos! <3

SURTEI com essa abertura ontem quando vi o filme! Só isso já basta para ir ao cinema ver a adaptação de David Fincher para a primeira parte da trilogia Millenium (falei da minha relação com a obra do Larsson aqui); mas tem também um bom roteiro adaptado, boas atuações e, no conjunto, um filme que tem tudo para ser um dos melhores do ano.

Só de implicância, preciso dizer que a única coisa que não gostei foi a maquiagem da Rooney Mara como Lisbeth Salander... (Não adianta que não gosto do visual sem sobrancelhaaaaa! E faltaram tatoos, na minha opinião. rs). Mas a atuação dela foi muito interessante.

Fora a abertura (que é nota mil e merece um prêmio! Demais mesmo!), o que eu mais gostei no filme foi poder apreciar como tudo foi bem executado: a montagem, a trilha sonora e a edição de imagens, especialmente. Alguns atores estão muito bem; fora a Rooney Mara e o Daniel Craig ; ), gostei do Christopher Plummer e do Stellan Skarsgard. Não me surpreendi quando vi que o diretor é o mesmo filmes de suspense com bons roteiros e direção; como Se7en e O quarto do Pânico - além de Clube da Luta - outro que gosto dele, ainda que de outro gênero. Uma característica do diretor, na minha humilde opinião de leiga, é a uma certa agilidade visual - montagem/edição (como no recente A Rede) - contrabalançada com a música e sobreposição de imagens nas sequências mais lentas. Eu gosto desse estilo e achei que ficou bom no filme da dupla Salander/Mikael.

Agora a abertura (repito sim!) é imperdível! Amei essa música - Immigant Song - e a sequência toda; um trabalho de arrepiar! ; )
Enjoy!

(Cliquem para ver na tela inteira! Vale a pena!)




E quem mais já viu o filme? ; )


Beijos!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O coral da Essie, o "verão", os paraísos e o Veríssimo

Coral Reef da ESSIE

Flash fail total; ficou laranja, mas é coral, CORAL mesmo! Mas eu amei a foto e quis colocar aqui mesmo assim... ; )

Eu não sou uma pessoa do verão. Definitivamente sou outonal e invernal por natureza; muito verão me faz mal... Fico mole, sonolenta, melancólica (sim, é possível, gente! O dia lindo lá fora e eu lembrando da infância e dos verões passados, aqueles que eram bons... rs). Aliás, eu sou o tipo de pessoa que gosta de lembrar; que adora conversar sobre lembranças e que sorri no meio do nada imaginando algo bom que passou, que sonhou ou que virá... E para sonhar nada melhor que um tempo ameno e flores no jardim, certo? O verão acaba com minhas energias mentais...

Por tudo isso, passei o Coral Reef da Essie para ver se me transmitia por osmose uma energia veranil; nunca se sabe, não é? (rs). E um esmalte festivo e vibrante assim é o máximo que eu aproveito feliz do verão. Praia e sol eu estou fora! Por vários motivos...

Uma pequena anedota real da minha vida pode dar a vocês uma idéia do que eu passo na praia. Eu tinha um ano e meio e minha mãe me levou à praia com minha irmã dois anos mais velha. Diz ela que foi a primeira vez que eu fui e que Deborah (minha irmã) exalava satisfação e uma alegria contagiante (a Debinha é TOTAL verão!). Minha mãe me levava no colo quando começou a ouvir: "Ai, ai!". "O que foi filha?" E eu: "o sol está me incomodando" (A verdade é que estávamos em Honduras, terra da minha mãe, e eu falava em espanhol "me molesta el sol!"; fica mais bonito em espanhol! ;)). Ela me colocou no chão e pegou logo o chapeuzinho que tinha na bolsa: "ai, ai" continuei. "O que foi Denise?". "A areia me incomoda!". kkk
Em uma última tentativa, minha mãe me levou ao mar onde Deborah já devia estar brincando feliz da vida... "ai, ai!". "O que foi agora Denise?"; "Me incomoda a água!"... E assim sou eu até os dias atuais: uma fresca! haha

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Tirei outra foto para poder mostrar a cor original do esmalte! Agora sim! Yey!

De quebra mostro o lindo do anel "asinha" usado no meio do dedo, adoro!

Outro dia estava lendo o novo livro do Veríssimo (Em algum lugar do Paraíso) e me identifiquei na hora com a referência e a relação do escritor com o verão, o mar e o calor. Do livro como um todo não gostei muito, para ser sincera...
Mas tomo a liberdade de reproduzir trechos da crônica que eu mais gostei: "Víamos os nossos pés" - para o deleite dos amantes da temperatura amena! ; )


A edição é primorosa: a capa e o miolo estão lindos!

"Víamos os nossos Pés

O outono é a única estação civilizada. A primavera é um descontrole glandular da natureza. O inverno é o preço que a gente paga para ter o outono, e por isso está perdoado. O verão é uma indignidade. Eu deveria ser um par de garras serrilhadas escapulindo pelo chão de mares silenciosos, ou pelo menos um falso inglês como o Elliot. Clássicos ao pé do fogo, um vago cachorro e sherry seco contra o catarro. Um gentleman não deve suar, meu caro. As frutas têm suco, não um inglês. (...) Quando chega o verão começo a me imaginar em Londres, estocando meus tintos para o inverno. Mas é claro que não aguentaria duas semanas como inglês sem começar a maldizer a umidade e a sonhar com o sol.

Mas não sou uma pessoa tropical. Minha terra preferida é o outono em qualquer lugar. No outono as coisas se abrandam e absorvem a luz em vez de refleti-la. É como se a Natureza etc. etc. (O verão não é uma boa estação para a literatura descritiva. Me peça o resto da frase no outono).

Sempre digo que a praia seria um lugar ótimo se não fossem a areia, o sol e a água fria. É só uma frase. Gosto do mar. O diabo é que a gente sempre tem na cabeça um banho de mar perfeito que nunca se repete. O meu aconteceu em Torres, Rio Grande do sul, em algum ano da década de 50. (..)

Víamos os nossos pés, embora a água estivesse pelo nosso pescoço, e como eram jovens os nossos pés. Havia algas no mar? (...) Não, a água estava límpida como nunca mais esteve. Os únicos objetos estranhos no mar eram os nossos pés, e como isso faz tempo. Até que horas ficamos na água?  Alguns anoiteceram dentro d'água e estariam lá até agora se não tivessem que voltar para a cidade, se formar, fazer carreira, casar, envelhecer, essas coisas.

Como o cronista explica sua aversão ao verão depois de tais lembranças? É que eu não gostava do verão. Gostava de ser mais moço."
Luis Fernando Veríssimo, Em Algum lugar do Paraíso. Objetiva, 2011.



O meu banho de mar perfeito
Janeiro de 2005, Ilha de Roatán na praia West Bay com minha família naquele mar maravilhoso da minha outra pátria! Minha amada avó entrando na água com um sorriso de criança... Clara (minha filha) com 6 anos perdendo o medo, descobrindo e amando loucamente o mar azul transparente dessa linda Ilha do Caribe hondurenho.... Inesquecível! Fiz até trancinhas no cabelo naquele verão... E, sim, claro: víamos os nossos pés... todos eles!

Praia de West Bay, Ilha de Roatán, Honduras.
Um dos meus paraísos nessa terra...
(Fonte da imagem: Madeincentralamerica)


Beijos!


PS: E para quem é do verão: bom proveito!

PS2: Quem aí tem um banho de mar inesquecível para contar?





quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Projeto Literário 2012: Diálogo com "A Verdade das Mentiras"



Todo romance é uma mentira? Toda mentira ou invenção presente nos romances é completamente diferente da vida "real'?

O ponto de partida de Mario Vargas Llosa no livro A Verdade das Mentiras é justamente o questionamento de qual é a verdade dos romances (ou a mentira que os romances trazem à tona, poderíamos dizer). Em paralelo, o autor se preocupa no incômodo que muitos romances causaram  em diversas sociedades ao longo do tempo,  a ponto de serem proibidos; e com a diferença entre história e ficção e os usos que governos totalitários fizeram da literatura.

O que o romance, a ficção, revela sobre a realidade? Ou o que a ficção provoca nas pessoas que pode incomodar?

"Todo bom romance diz a verdade e todo mau mente. Porque 'dizer a verdade' para um romance significa fazer o leitor viver uma ilusão, e 'mentir' ser incapaz de conseguir esse engano, esse logro."
"(...) por mais delirante que seja, ela (a fabulação) afunda suas raízes na experiência humana, da qual se nutre e à qual alimenta."
"Porque querer ser diferente do que se é tem sido a aspiração humana por excelência. Dela resultou o melhor e o pior que a história registra. Dela também nasce a ficção"

"Quando lemos romances, não somos o que somos habitualmente, mas também os seres criados para os quais o romancista nos transporta. Esse traslado é uma metamorfose: o reduto asfixiante que é nossa vida real abre-se e saímos para ser outros, para viver vicariamente experiências que a ficção transforma como nossas. Sonho lúcido e fantasia encarnada, a ficção nos completa - a nós seres mutilados, a quem foi imposta a atroz dicotomia de ter uma única vida, e os apetites e as fantasias de desejar outras mil. Esse espaço entre a vida real e os desejos e as fantasias, que exigem que seja mais rica e mais diversa, é preenchido pelos livros de ficção".
"Somente a literatura dispõe de técnicas e de poderes para destilar esse delicado elixir da vida: a verdade escondida no coração das mentiras humanas."

Ficção x História (ou da literatura como Protesto!)

"Porque a vida real, a vida verdadeira, nunca foi nem será suficiente para satisfazer os desejos humanos. E porque sem essa insatisfação vital que a s mentiras da literatura, por sua vez, incitam e aplacam, jamais existe um progresso autêntico"
"Graças à ela (a literatura) somos mais e somos outros, sem deixar de ser nós mesmos. Nela nos dissolvemos e nos multiplicamos, vivendo diversas outras vidas além da que temos e das que poderíamos viver se permanecêssemos confinadas no verídico, sem sair do cárcere da história"
"Os homens não vivem somente da verdade; as mentiras também lhes fazem falta; as que inventam livremente, não as que lhes são impostas; as que se apresentam como o que são, não as contrabandeadas com a roupagem da história. A ficção enriquece sua existência, completa-a e, transitoriamente, compensa-os dessa trágica condição que é a nossa: a de desejar e sonhar sempre mais do que podemos alcançar".

(Todos os trechos acima em itálico são da introdução da obra A Verdade das Mentiras de Mario Vargas Llosa)
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Mario Vargas Llosa é um dos meu autores preferidos! Tenho quase todos os seus livros e já li a maioria. A Verdade das Mentiras, entretanto, ainda não li, pois é um livro que fala da literatura a partir dela mesma - os capítulos do livro são ensaios sobre grandes romances do séc. XX. O diálogo com Llosa pressupõe, portanto, a leitura dessas obras. Poderia até ser lido sozinho, acredito, mas eu guardei para ler em conjunto dos romances sobre os quais ele escreve. 




Como eu já tinha comprado aos poucos vários livros que o Llosa comenta e queria ler, decidi fazer uma programação para 2012 nesse sentido. Minha lista tem apenas o Cortázar de intruso, já que ele não figura em nenhum ensaio do escritor peruano neste livro. Mas, como tenho outra obra de Llosa que dialoga com o Cortázar, e como já queria ler, incluí mesmo assim! ; )

A minha proposta, portanto, é ir lendo os romances e, em seguida, o ensaio correspondente de Llosa (bem como outros textos analíticos que eu tenha por aqui ou que me indiquem! ; ). É algo que eu sempre quis fazer: ler um romance e dialogar com outros admiradores da obra, escritores e acadêmicos!

Quem se anima? ; )




A minha lista está bem magrinha (comparada aos 36 livros comentados por Llosa!). Não incluí todos os livros por vários motivos. Primeiro, porque continuarei lendo outros livros também por fora, (sou vidrada em suspense, fantasia e ainda tenho muitos aqui na fila! Isso fora os livros para os cursos e projetos que eu tenho que ler! rs). Além disso, dei prioridade aos livros que eu já tinha aqui em casa e alguns poucos que me interessam muito para além dos que já tenho (e que terei que fazer uma busca para adquirir já que não são livros fáceis de encontrar!).
Por último, eu tenho várias outras obras de alguns dos escritores que o Llosa comenta; então pretendo ler mais de uma obra por autor, caso role muita empolgação! E isso porque eu costumo ficar fanática quando gosto mesmo de um escritor, hehe.

Sem mais delongas, segue minha lista:


JANEIRO
O Coração das Trevas (1902) – Joseph Conrad (Já comecei e estou gostando!)
Morte em Veneza (1912) – Thomas Mann

FEVEREIRO
(Um mês meio tenso, já que volto a trabalhar e otras cositas más... Só me programei para um livro do projeto, rs)

Dublinenses (1914) – James Joyce




MARÇO
Mrs. Daloway (1925) – Virginia Woolf
O Grande Gatsby (1925) – F. Scott Fitzgerald

Um pequeno grande parênteses: 
Eu ganhei de uma pessoa que adorava literatura norte-americana e inglesa uma pequena biblioteca. Um dos autores que ela me deu quase a obra completa é o Fitzgerald - por isso tenho o Grande Gatsby em três línguas! Eu já gostava dele, mas só li seus contos e em português. Então penso que é uma oportunidade de voltar a ler e estudar inglês e aproveitar essa mini biblioteca deliciosa que eu herdei! ; )

Algumas fotos da minha mini biblioteca para os viciados em livros como eu:

Poe, D. H. Lawrence, Capote, Fitzgerald e outros!

Aldous Huxley, Faulkner e também Charlotte Bronté!

Peço desculpas pela qualidade das fotos! Muito mal iluminado esse quarto aqui em casa ; (
E essa alma caridosa e amante de literatura também me deu alguns livros de especialistas: Tenho ou não tenho o dever de aproveitar tudo isso????

E aqui o que tenho do Fitzgerald em português, além do Gatsby!

Continuando com a lista! ; )

ABRIL
O lobo da estepe (1927) – Herman Hesse
Santuário (1931) – W. Faulkner

MAIO
Admirável Mundo Novo (1932) – Aldous Huxley
A Condição Humana (1933) – André Malraux

Os livros que eu já tenho do projeto todos juntos!

JUNHO
O Poder e a Glória (1940) – G. Greene
Fim de Caso (1951) – G. Greene

JULHO
O Estrangeiro (1942) – A. Camus
A Revolução dos Bichos (1945) – George Orwell (Esse vai ser releitura!)

AGOSTO
O Velho e o Mar (1952) – Ernest Hemingway
Paris é uma Festa (1964)– Ernest Hemingway

SETEMBRO
Lolita (1955) - V. Nabokov
House of Sleeping Beauties (1961) – Yasunari Kawabata

OUTUBRO
The Golden Notebook (1962) – Doris Lessing
(Da Doris Lessing tenho Instruções para uma viagem ao Inferno e quero aproveitar para ler também).

NOVEMBRO E DEZEMBRO (OVERDOSE DE CORTÁZAR, rs)
Armas Secretas (1959) - Cortázar
Todos os Fogos o Fogo (?) - Cortázar
Jogo da Amarelinha (1963) - Cortázar


E é isso! Estou bem feliz com meu projeto literário para 2012! ; )
Vou tentar postar sobre o andamento aqui, mas escrevo mais sobre as leituras no Skoob (aqui). Quem aí usa o skoob? (Fora a Fabíola que eu já sei que tem e aliás explica aqui tudo sobre o skoob)

Alguém já fez planos de leitura para o ano também? Me contem!


Beijos!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Torta Caprese do Celidônio: uma das minhas tradições culinárias! ; )

300g de amêndoas e 150g de chocolate meio amargo = DELÍCIA!

Close nos pedacinhos de amêndoa... Humm!

Acho que a única coisa que eu sei fazer MUITO bem na cozinha é torta! haha

E essa de amêndoas com chocolate já virou uma das minhas tradições de começo de ano. Fiz ontem e lembrei de tirar foto para socializar essa maravilha com vocês! (Tudo bem que podia ter dado a dica antes das festas... mas a intenção é o que vale! rs).

A receita é do Celidônio: adoro várias das saladas e dos doces que ele ensina em seus livros! Atualmente, ele publica todo domingo na revista do jornal O Globo. Essa de Torta Caprese saiu em um especial sobre receitas da Ilha de Capri de 2001!!!! Desde então eu guardo e venho repetindo a receita quase todos os anos.

A única coisa é que coloco um pouco menos de manteiga (150g) e um pouco menos de açúcar (200g). Sempre diminuo um pouco o açúcar das receitas, já virou mania!


Torta Caprese e outras delícias!

Para facilitar, deixo abaixo a receita da Torta Caprese já com as modificações que eu fiz:

300g de amêndoas cruas (sem pele e picadinhas)
150g de chocolate meio amargo em raspas
200g de açúcar
150g de manteiga (ou um pouquinho mais ; ) ;temperatura ambiente)
5 ovos (Separar as gemas das claras)
1 colher de sopa rasa de farinha de trigo
1/2 colher de café de fermento

Misturar as gemas, a manteiga, o açúcar e o chocolate ralado. Depois acrescentar as amêndoas picadinhas, a farinha e o fermento e incorporar. Por último, acrescentar as claras batidas em neve. Assar em forma de 25c de diâmetro em fogo médio por 30-40 minutos. Servir com chantili ou sorvete de creme e um baita sorriso nos lábios. ; )

Não é fácil?

E amêndoa com chocolate é uma dessas combinações perfeitas que alegram a vida de qualquer ser humano, rs. Igual a nozes com baba de moça ou cheesecake de cassis: just perfect! <3


Beijos!

domingo, 18 de dezembro de 2011

Mesa de cabeceira: "A Rainha do Castelo de Ar"



Capa da versão "econômica" da Cia das Letras!

A Rainha do Castelo de Ar é o terceiro livro da trilogia Millennium, escrita pelo sueco Stieg Larsson. Infelizmente o autor morreu logo após a entrega do terceiro livro para a editora (e deixou uma família brigando pelos direitos autorais de sua obra que virou best seller mundial, foi adaptada para a telona por diretores suecos e agora se tornará filme também em Hollywood... duplamente triste a morte e a briga!). Dizem que Stieg deixou quase 300 páginas do livro que viria a ser o quarto da série e que existe a possibilidade da mulher dele terminar e publicar este volume. Vamos ver...

Para os amantes de literatura policial, esta trilogia é um prato cheio! 

Eu li o primeiro livro com um pouco menos de frisson, digamos assim, pois já tinha visto o filme sueco  inspirado neste volume inicial (traduzido aqui como "Os homens que não amavam as mulheres"). Porém, o segundo livro eu devorei em menos de uma semana! Até agora, considero o segundo da série, A menina que brincava com fogo, o melhor livro dos três, irresistível!

No momento, estou lendo A Rainha do Castelo de Ar bem lentamente: em parte porque estou muito focada trabalhando e em parte porque não quero que acabe! Sabe quando você começa a se sentir órfão dos personagens, do lugar, da trama e de toda a imaginação que você foi construindo ao ler o livro? Estou já assim, e olha que ainda faltam umas 400 páginas, rs.

Aliás, acho que esse é um dos motivos pelos quais eu adoro continuações.... Eu me apego demais aos personagens quando gosto de um livro! Eu me divirto criando as imagens de cada um deles na minha mente, fico matutando também qual será o desfecho de cada um... Enfim, quem é leitor compulsivo sabe como é se apaixonar assim pela imaginação que a gente constrói a partir das palavras do outro e o quanto é bom! = )

Abaixo uma das edições mais legais que encontrei da trilogia: a da tradução inglesa.

Adorei essas capas!


Eu não vou falar do enredo de cada um dos livros (até porque tem milhões de resenhas já que estou super atrasada, rs); mas sim do meu interesse pessoal e dos motivos pelos quais acho que a ficção tratada em Millennium transcende as 1800 páginas do conjunto da trilogia. Com isso, quero poder convidar os possíveis leitores a admirar a obra e a reflexão por trás da mesma.

Eu adoro literatura policial, suspense, mistério e horror. (Também gosto de ficção científica, romances, mas não vem ao caso, rs). Mas, para além disso, eu gosto muito de livros que agregam a um gênero específico uma temática política e/ou caráter jornalístico. Isso tem clara relação com meus interesses mais gerais na vida: sou cientista social e estou me especializando em ciência política.
Aliás, um último dado importante sobre minha relação com a literatura: eu fui "formada" como leitora a partir dos romances políticos e sociais de escritores latino americanos. ; )


Voltando ao tema principal: nessa série, Stieg Larsson faz uma ficção policial no melhor estilo mesclada com elementos políticos e jornalísticos que dão um tom muito realista à história!

A temática principal - violência contra mulheres, bem como a estigmatização de minorias ou grupos politicamente marginalizados em geral - é tratada em meio a investigações jornalísticas e policiais nas quais os personagens principais se envolvem. De formas diversas, os dois protagonistas - Mikael Blomkvist, um jornalista, e Lisbeth Salander, uma hacker – se deparam com abusos de muitos tipos cometidos contra mulheres e os vários olhares sobre esta realidade no passado e no presente.

Eu não gosto de adiantar muito a história, ou mesmo características dos personagens; pois acho que a arte da leitura é justamente ir formando uma visão pessoal dos personagens e da trama. O autor tem a sua própria imaginação e uma finalidade ao escrever o livro; mas o leitor também tem, na sua apreciação pessoal, uma relação afetiva e criativa muito interessantes com o texto!
Cada leitor, de certa forma, cria algo também a partir do que ele lê e é por isso, aliás, que uma obra escrita nunca morre, está sempre viva e em movimento a partir da mente dos seus leitores...

Sendo assim, quero apenas chamar a atenção para uma última característica mais geral dos livros do Larsson: o modo como é bem feita toda a união de tramas paralelas, e como drama de cada uma delas é sempre algo relacionado com uma realidade social e política mais ampla. Em resumo, na minha visão, a leitura da ficção apresentada em Millennium nos permite refletir como os dramas pessoais e sociais estão fortemente relacionados e como, a partir da empatia que nos gera a dor ou o imponderável vivido pelo outro é possível sempre uma ação e uma transformação (senão na própria realidade, ao menos em nós mesmos!).

Não é só quem gosta de policial ou de suspense que vai gostar desta série. Também não é só uma leitura prazerosa; é uma história da qual não saímos ilesos. Impossível não pensar no drama da violência contra a mulher hoje; nos diversos tipos de preconceito e seus efeitos na vida das pessoas; no horror que é a violência ideológica sancionada pelo Estado. Impossível não trazer algo para dentro da nossa vida e da nossa prática!

Por tudo isso é que eu recomendo a leitura da série e convido os leitores a se manifestarem nos comentários sobre suas impressões e reflexões com esta trilogia!

Por último, sobre os filmes com elenco e produção suecos, recomendo assistir ao filme do primeiro livro! É muito melhor que o do segundo, sem sombra de dúvida!!! (O terceiro ainda não vi!: ). Como adaptação de um livro com quase 600 páginas, é claro que deixa muita coisa de fora; mas é um bom filme.




(Me irritou um pouco a tradução dos títulos dos livros/filmes para o português. O primeiro, por exemplo, traduzido literalmente seria: A garota com a tatuagem de dragão. Por quê precisa mudar tão radicalmente? Não gosto disso não!)

Agora, uma das coisas que mais gostei neste filme foi VER a Lisbeth Salander. Ainda que a atriz sueca (Noomi Rapace) que a interpreta seja um pouco apagada; a personagem é tão complexa e intrigante que vale a pena ver uma tentativa de caracterização na telona. E a Noomi é linda; de uma beleza meio etérea, eu diria.

O tal do Dragão...


Não dá para ver bem, mas é um escândalo de tatuagem, rs!

A personagem Lisbeth tem sérias questões com sua imagem e com o relacionamento com os outros. Além disso, grande parte da obra gira em torno também da dificuldade que as pessoas tem em enxergar a beleza e a singularidade de cada ser humano por trás dos estereótipos sociais. Então é bem interessante toda a transformação e caracterização da personagem na tela!

Abaixo o cartaz do filme que eu achei bem bonito também:

Capa do primeiro filme da série

Noomi na première do filme em Paris: não é linda?

E vocês: já leram, gostaram?


Beijos!



PS: Interessante também foi descobrir na história pessoal do autor do livro experiências de vida que o levaram a ter tanto interesse na violência e na desigualdade de gênero em seu país! Stieg era jornalista de profissão; daí também se entende um pouco o estilo de escrita do autor, que muitas vezes tem um caráter descritivo diferente e de jornalismo investigativo forte. (Para quem quiser ler um pouco mais sobre a história de vida do Larsson: clique aqui).

quarta-feira, 30 de março de 2011

Dica de filme: Mary e Max


Mary and Max (2009)
Animação longa-metragem de stop-motion escrita e dirigida por Adam Elliot.


No domingo à tarde me deparei com esse filme e tive a certeza que não podia deixar de indicar aqui para vocês. :)

Mais do que simplesmente convidá-las a assistir, eu quero dedicar este filme para todas as pessoas maravilhosas que eu conheci através desse blog! Todas vocês que vêm aqui sempre ou de vez em quando e deixam um carinho imenso em forma de palavras. Vocês que, mesmo distantes, estão sempre perto através da amizade nas suas belas e variadas formas! (Obrigada...)

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Mary e Max são dois amigos que se conhecem de maneira estapafúrdia e se reconhecem como pares no meio de mundos completamente diferentes, doloridos e distantes (a vida de cada um...). O distanciamento (que não é só geográfico entre os dois, mas é também de cada um deles em relação ao mundo que os rodeia) e as particularidades de cada um são elementos centrais no filme.

Só de ouvir de novo a musiquinha tema da obra, dá vontade de chorar. (mas é que eu sou chorona pacas! rs). Apesar de depressivo, o filme tem muito dessa delicadeza que nos revigora a alma... fala de solidão, família, amor e amizade e nos faz pensar em tudo o que envolve relações deste tipo: troca, perdão, amor desinteressado, alegria e dor...

Amigos verdadeiros são aqueles que encontramos e que nos compreendem, quando nem nós mesmos conseguimos... E os personagens do filme vivem (por razões diferentes) uma necessidade de amor e amizade ímpar, como aliás vivemos também nós espectadores, nós seres humanos... Sem o amor, não nos completamos ou somos capazes de viver o que há de mais profundo em nós.

Não posso falar muito, pois perde totalmente o charme (rs). Então só digo que não deixem de ver e se emocionar com essa história e a montagem diferente e tragicômica com a qual o diretor nos brinda através dos personagens, dos cenários e do enredo.

Segue o trailer:



Bj grande!


PS: O filme é baseado em fatos reais!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Dica rápida: Compre begônias!


Fáceis de achar e baratas, as begônias alegram e colorem qualquer ambiente.  Mas não compre só uma, compre VÁRIAS e espalhe pela casa!!!! =)

Olha só que LINDAS:





Escolha cachepôs de madeira, trançados ou mesmo de vidro para as multicoloridas.




Elas gostam de iluminação, mas não sol direto (e quem gosta, ainda mais nesse calor! rs).



Elas gostam de umidade, então borrife água todo dia nas flores e folhas para manter a umidade constante.
Mas regue apenas duas ou três vezes por semana.


Beijos coloridos! Como diz uma amiga querida... =)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Santo Domingo: A beleza e riqueza histórica da Zona Colonial

A cidade de Santo Domingo, capital da República Dominicana, é conhecida mundialmente pela sua bela e preservada zona colonial. Com mais de 100 "monumentos" tombados e restaurados (incluindo casas, igrejas, muros, estátuas etc) é de uma beleza aquitetônica impressionante.

Recomendo muitíssimo a visita à "ciudad colonial". Quem estiver planejando uma visita ao Caribe pode reservar uns dois dias no mínimo para ver e viver de perto certos detalhes históricos que são não só de Santo Domingo, mas de toda a América...


A Catedral de Santa Maria - a primeira da América!



O interior da Igreja com o teto imitando as palmeiras: belíssimo!



Dificilmente minhas fotos ficam com essa nitidez de cores! Vejam como o céu de Santo Domingo é de um azul sem igual...

Abaixo a Plaza Espanha, com o Palácio de Cólon (Diego, o filho) ao fundo:



E aqui a escadaria e o muro que "protegia" a cidade.



Abaixo o Museo de Las Casas Reales, um dos que mais gostei de visitar:



Tivemos sorte pois, além da visita ao museu, pudemos ver uma exposição muito interessante de fotos do Prêmio Canon do ano passado. Adoro exposições de fotos jornalísticas!



As cartas e documentos históricos preservadas.


A arquitetura espanhola com suas casas sempre desenhadas com imensos jardins no centro e com as janelas projetadas para dar maior circulação de ar no seu interior.



(Tenho muitas fotos, mas com estas creio que já dá para ver quão bela é a zona colonial de Santo Domingo e o quanto vale a visita!)


Agora as dicas gastronômicas!!! (Como não poderia deixar de ser já que sou uma comilona inveterada, rs).

Primeiro um restaurante imperdível de comida espanhola que fica na Praça Espanha:



Tacos de peixe com abacate e molho de tomate fresco: de comer rezando... Sério!
Maracuchitos: bolinhos de massa de banana da terra com recheio agridoce de não me lembro o quê: minha filha amou, repetiu e ficamos com vontade de tentar fazer por aqui...
Empanadas de carne e queijo maravilhosamente preparadas!


E abaixo as delícias servidas em um outro restaurante da zona colonial (Mirabal); este dedicado à comida criolla (ou seja: da República Dominicana):

Arroz com camarões


Tostones / ou Patacones como são chamados na Costa Rica! (banana da terra verde amassada e frita - DELÍCIA!) 




E aí: animaram de ir conhecer?

Eu certamente voltarei um dia!

Bjs