quarta-feira, 29 de agosto de 2012

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O mundo começa agora!


Sim, agora todo dia tem uma música!

Aliás, todo dia tem um propósito, todo dia um batom, um livro, um filme, uma palavra, uma obra de mim.
Mesmo que sempre exista uma dor, que cada momento seja único porque, sim, o mundo começa AGORA...






Metal Contra As Nuvens
I
Não sou escravo de ninguém
Ninguém, senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.
Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.
Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra tem a lua, tem estrelas
E sempre terá.
II
Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.
Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.
Olha o sopro do dragão...
III
É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.
IV
- Tudo passa, tudo passará...
E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.
 ****


Apenas começamos, eu, você, o mundo... Ainda temos muito por viver!

Beijos! Ótimo dia!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Santo Paninho!


Conheci a lojinha da Santo Paninho na Elo7 (portal de artesanato) procurando capas de livros. Me apaixonei imediatamente pelo bom gosto das estampas e pela criatividade da artista!

Além disso, a vendedora foi super atenciosa comigo, mandou os produtos rápido e por um frete super amigo (E-sedex).

Agora que virei fã venho aqui mostrar para vocês minhas aquisições! (E não, não ganho nada com isso, só alegria mesmo de dividir com vocês produtinhos tão fofos! ; )

1. Capa de livro

Estampa linda de Borboletas e costura vermelha aparente! Lindinha!
Para proteger meus livros com muito charme. ; )

Ela vem com uma "aba" para manter firme o livro!
Por dentro tem um feltro vermelho. Não é muito "fofa" (o acolchoamento dela, quero dizer), mas protege bem os livros na minha opinião.



Essa foto acima esdrúxula (que por nada consigo virar, kkk) é só para mostrar que o tamanho dela é para livros de até 230 páginas, mais ou menos. Caso vocês queiram para livros maiores é necessário pedir uma mudança de tamanho!

2. Chaveiro mais fofo do mundo! <3 b="b">

Ownnnnn! Amo chaveiros e esse eu achei simplesmente fofo demais da conta!


3. Marcador de livro LINDOOOOO

: )

4. Porta tablet pequeno Matrioskas! ; )

Esse "porta tablet" comprei para o meu futuro kindle (haha), mas a verdade é que achei pequeno. O tamanho é o exato de um pocket book, como os da L&PM. Será que vai dar meu Kindle aí dentro? ; )

Também achei que, para uma capa de tablet, falta "enchimento"... Vou sugerir à dona da loja que faça com duas ou até três camadas de feltro para proteger melhor.
Esse aí vou usar para guardar livros mesmo e, no futuro quando o Kindle chegar, encomendo outro mais fofo!

Ao menos as matrioskas do meu chaveiro já tem amigas! ; )


Me digam se não é para amar e animar com tanta coisa linda? Gostaram?

A Santo Paninho tem blog também (aqui) e faz pulseiras, capas para documentos, carteiras, necessaires e camisas. Enfim, gostei mesmo da lojinha! ; )


Beijos!

Alive!


A música du jour...





"Is something wrong, she said
Well of course there is
You're still alive, she said
Oh, and do I deserve to be
Is that the question
And if so...if so...who answers...who answers...

I, oh, I'm still alive
Hey I, oh, I'm still alive
Hey I, but, I'm still alive
Yeah I, ooh, I'm still alive
Yeah yeah yeah yeah yeah yeah"



E sim, eu voltei; pronta para o que der e vier! ; )


Beijos!!!!!


EDITADO: Vejam o vídeo que a Lívia indicou nos comentários do Eddie Vedder explicando a origem e a transformação dessa música - MUITO bom! Amei!!!! Obrigada, Lívia!






terça-feira, 7 de agosto de 2012

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

This Must be The Place


Pense em um filme no qual tudo faz sentido para você, apesar de, no fundo, não ter um significado especial de identidade ou ressonância pessoal ... Pense em trajetórias que se encontram justamente porque estão perdidas em si mesmas e no mundo. Imagine os encontros mais estapafúrdios e incongruentes que, em vez de dividir, promovem as pessoas que se encontram, dão novo sentido aos indivíduos com relatos, experiências e vidas totalmente separadas, isoladas em si mesmas inclusive.

Imagine uma busca que não tem sentido aparente e que te permite um encontro com aquilo que você mesmo nem sabia que estava buscando...

Tudo isso na tela do cinema: a verdadeira sétima arte onde imagem, som, palavra e outras representações efetivamente estão unidas e proporcionam uma experiência única e inigualável!!*

Ah, e claro, pense na melhor performance de Sean Penn! Simplesmente INCRÍVEL!

Esse é "This must be the place": um filme imperdível para os amantes de cinema na humilde opinião destes olhos verdes... ; )



Eu acho incrível a capacidade que um bom ator tem de sair de si mesmo e, efetivamente, se tornar outro. Acho invejável e interessantíssima essa possibilidade.

Fiz teatro uns poucos anos da minha vida e, apesar de ter sido ótimo, percebi que esse não é, nem de longe, um dom que eu possuo (rs). Mas admiro demais e me pego sempre sonhando em participar do cinema naquilo que eu acho conseguiria fazer bem: montagem (sou fascinada por montagem e som, kkkk).


Voltando a atuação - quando vi o filme eu simplesmente não vi o Sean Penn, eu vi Cheyene. Eu vi, conheci e queria ser amiga do cantor de rock aposentado interpretado pelo grande Penn! (rs)

Para o bom ator, o personagem é sempre maior que ele; tem sempre algo a lhe ensinar, é sempre quem dita o tom. O bom ator é humilde e aceita se fazer outro para entendê-lo desde dentro, se transfigura de alguma maneira quase de corpo e alma. 

Penn fez algo muito próximo disso neste filme (lembro agora apenas de Milk, outro filme onde também achei o ator fantástico). É simplesmente delicioso apreciar a sua performance!




Paolo Sorrentino, o diretor, também faz um trabalho interessantíssimo. Citaria como elementos que me chamaram muito a atenção: a parte visual do filme que é excelente, a plenitude de referências nada óbvias, algumas tomadas em sintonia com os sentimentos e expressões de destaque e a ótima combinação de som e imagem. Isso além da direção da atuação propriamente dita. 

Pelo que li é o seu quinto longa; ou seja, ouviremos muito sobre ele ainda! (Quem aí viu "Il Divo"?)

Ah, e o que dizer da trilha sonora? Eu amo trilhas sonoras e há muito tempo não me apaixonava perdidamente por uma assim! De dançar no meio do filme, gente! Amei demais! rs rs

Mesmo sendo super eclética no meu gosto musical, eu não conhecia várias das músicas e me surpreendi positivamente com as letras, arranjos e, especialmente, com a inserção das mesmas no filme. 

Abaixo algumas das que eu mais gostei e a última com a letra do Talking Heads, mas na performance do David Byrne no filme: demais, simplesmente boa demais! Haha!

(em todas escolhi a versão do filme!)





This Must Be The Place (naive Melody)
Talking Heads

Home is where I want to be
Pick me up and turn me round
I feel numb - burn with a weak heart
(So I) guess I must be having fun
The less we say about it the better
Make it up as we go along
Feet on the ground
Head in the sky
It's ok I know nothing's wrong . . nothing

Hi yo I got plenty of time
Hi yo you got light in your eyes
And you're standing here beside me
I love the passing of time
Never for money
Always for love
Cover up + say goodnight . . . say goodnight

Home - is where I want to be
But I guess I'm already there
I come home - -she lifted up her wings
Guess that this must be the place
I can't tell one from another
Did I find you, or you find me?
There was a time Before we were born
If someone asks, this where I'll be . . . where I'll be




Beijos e ótima semana!


PS: Ok, isso não é nem de longe uma resenha e eu não falei nada em absoluto sobre o plot do filme (rs). Faço isso porque eu gosto de não saber muito antes de ver o filme, rs. Ainda assim, eu insisto: Corra para ver esse filmaço! ; )

PS2 MUITO IMPORTANTE: Uma ótima resenha de quem entende para ler e debater DEPOIS de ver o filme aqui. Concordo com vários insights e acho legal frisar, especialmente, a afirmação de que o diretor nos lança apenas questões e não respostas. Por isso é um filme bem mais interessante e que toma o espectador como um ser inteligente e capaz de pensar; e não como um ser idiota que precisa ter tudo explicadinho!! Como cansa sermos tratados como tremendos babacas! Como cansa o cinema blockbuster que invadiu o mundo! Vivam os bons diretores como Sorrentino! ; )


*De forma alguma a alcunha de sétima arte pretende tratar as demais artes como inferiores. Cada forma de arte tem o seu valor intrínseco e inigualável na minha opinião: música, literatura, pintura, dança, escultura, teatro e CINEMA!!!!! ; )

Imagens do google!

domingo, 5 de agosto de 2012

Planejamento de leituras: Agosto Dilacerado!

Planejar leituras é algo que eu fazia no mestrado e dava super certo; mas que nunca consegui fazer muito com outros livros - literatura. (Vide o projeto "A Verdade das Mentiras" que foi postergado para um momento futuro da minha vida, rs)

O fato é que muitas vezes além de escolhermos os livros, eles também nos escolhem. E não só os livros, mas também os escritores! Chegam à nós de formas inusitadas e ocupam a nossa alma de tal maneira que outros (amantes antigos) ficam de escanteio...

Posso descrever dessa forma o meu encontro com a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. A primeira vez que a vi foi  neste vídeo indicado pela Luara. Depois de ouvi-la e fazer ressoar dentro de mim algo que eu acredito plenamente (que o reducionismo de rotular o mundo e fechar a mente é um retrocesso enorme para a humanidade e que nada pode ser visto e julgado a priori de um único ponto de vista) eu tinha que conhecer a sua escrita!

Foi assim que iniciei agosto lendo "Meio Sol Amarelo"; um livro muito, muito bom! Terminei ontem e devo dizer que meu coração tremia nas últimas páginas.... (mas aqui não é o momento de falar sobre este livro específico - resenha em vídeo logo mais! : ).

Eis que resolvi fazer de agosto o mês em que lerei mais obras da Chimamanda junto com outros autores que acredito terem temáticas e inspirações próximas. Com isso, o tema do mês se tornou a construção de identidade e a sobrevivência em meio a contextos de guerra civil, processos de independência, violência extrema e conflitos...

Por isso incluí o lindo do Mia Couto (me matem, ainda não li nada dele...) e os quadrinhos que eu tenho do Joe Sacco. E o "tema" do mês se tornou dilaceramento (ou dilaceração); e a correspondente reconstrução do homem após processos de forte dor moral e de aflição.

Vamos aos livros?

1. Chimamanda Ngozi Adichie



Dela falta conseguir um terceiro livro de contos que quero muito ler The Thing Around Your Neck. (A mulher tem um dom para títulos, hein? ; )

Mas não sei se chegará a tempo de ler ainda em agosto.

2. Mia Couto


Já comecei a ler Terra Sonâmbula e, ato contínuo, me perguntei um milhão de vezes por que RAIOS ainda não tinha lido nada do Mia... Enfim, os dois livros escolhidos do escritor moçambicano são os que eu tenho aqui em casa, por enquanto.

3. Joe Sacco



Eu leio pouco quadrinhos; sou mais acostumada a tirinhas do que a livros no formato. Entonces... já estava mais do que na hora de enveredar por um novo mundo literário, não é? Até porque desvendar novos caminhos é o que me instiga na literatura e na arte! ; )

A obra do Joe Sacco me tocou pela temática e pela inovação: jornalismo em quadrinhos. O Palestina comprei a edição especial e é fantástica a explicação do autor do seu trabalho de pesquisa, do processo criativo e como ele usou imagens reais (fotos) para inspirar o traço.

Bom, pessoas queridas, estas serão algumas das leituras do mês corrente. Espero perseverar mais nesta tentativa de planejamento de leituras dessa vez, rs! Acredito que vai ser ótimo comparar os textos do Mia e da Chimamande falando da experiência de vida em países que viveram processos diversos, mas semelhantes em alguns aspectos. Por outro lado, a experiência humana de sobrevivência e construção de uma identidade em meio à guerra, à conflitos ou em uma situação particular de violência privada une todas estas leituras (acredito! ; ) e é um tema que me interessa por demais.


E vocês: "programam" as leituras? Querem embarcar comigo neste tema? Tem mais sugestões imperdíveis?


Abraços e ótimo domingo!