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Um esmalte difícil de fotografar: verde escuro quase preto com brilhos verdes lindos! |
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Smoke and Ashes da China Glaze: o meu verde escuro por toda a vida! |
Ultimamente, ando sofrendo de exagero. Ou talvez o melhor seria definir minhas sensações e relações com o mundo em uma fase livre de mediações e as consequentes centralidades. Um lado bom disso é que simplifica a vida: quando amo alguma coisa / alguém, amo avassaladoramente; e quando odeio, esqueço (rs).
Pois com o Smoke and Ashes é amor incondicional! Se mil unhas eu tivesse, estariam todas lindas com esse verde escuro cheio de brilhos. O equilíbrio existe, mas é sutil; radicaliza-se o verde beirando o preto, mas as partículas de brilho verdes - do verde mais verde que existe - trazem à tona a verdadeira cor... Uma bela homenagem ao puro verde, na minha opinião.
(Claro que tudo isso não aparece na foto, só na realidade; ou a realidade tal como a vejo com estes olhos verdes plenos de vontade de exagero, rs).
Outra coisa que me fez suspirar estes dias é este livro LINDO! ; )
O Clube dos Suicidas de Robert Louis Stevenson
É engraçado como certos livros entram na vida da gente. A primeira vez que vi um livro dessa série
Novelas Imortais da Rocco foi em algum vídeo da
Luara. Ela fez uma resenha de "O Homem da Areia": me interessei pela obra, mas confesso que me apaixonei
mesmo pela capa (hehe).
Depois eu procurei a lista dos outros livros da coleção e desejei vários, mas
O Clube dos Suicidas foi certamente o título (e o autor) que mais me chamou a atenção: eu o queria, faltava só a oportunidade.
Enquanto isso*, eu me deparei com o pequeno grande "Os livros que devoraram meu pai" de Afonso Cruz. Um livro único que fala do amor para com a literatura de várias formas. Um aspecto muito interessante é o modo como ele trata, com sua linguagem e conteúdo, dessa capacidade que a ficção tem de permitir suportar certas perdas dando um novo sentido as mesmas (farei um post falando mais dele). E um dos livros tratados dentro de "Os livros que devoraram..." é
O Médico e o Monstro, também do Stevenson.
(ai como gostaria de ficar escrevendo
meanwhile... amo essa palavra/ideia em inglês, haha, a pessoa divaga muito , rs)
Por tudo isso, desejei me reencontrar com a escrita de Stevenson. E, nessa minha vontade de exagero, decidi fazer um tour por todas suas obras! Antes de reler O Médico e o Monstro (que eu já tinha aqui em casa), comprei O Clube dos Suicidas e me deliciei com as três histórias interligadas dessa obra e com a linguagem do autor.
Fernando Sabino, falando das maiores qualidades desta obra na apresentação dessa edição primorosa da Rocco, resume bem as razões de sua originalidade: "além de ressaltar os costumes da época através de ambientes e personagens, conduzindo a ação com admirável desenvoltura, o que fez Stevenson, nesta sua verdadeira extravagância literária, foi antecipar-se ao moderno romance policial, precursor de uma vertente que passou por criações como as de Sherlock Holmes, Rafles ou Arsène Lupin, para desaguar em criadores que vão de Edgar Wallace a Graham Greene na Inglaterra, Simenon na França, Dashiell Hammett e Raymond Chandler nos Estados Unidos."
Leitura obrigatória para os amantes do estilo (romance policial),
O Clube é um livro despretencioso, leve (a despeito do tema! rs) e que tem justamente na ideia inusitada o seu aspecto mais intrigante. Como funciona um clube de suicidas? O que leva alguém a criar um
clube para tal tarefa aparentemente de cunho individual? E o que leva a outros associarem-se; mais ainda
como é feito? Não que essas questões sejam todas
respondidas na obra; na realidade acho que estas, e muitas outras, são deixadas para a infinita imaginação do leitor.
Li em algum lugar que o tema merecia ter sido melhor desenvolvido e que poderia ser um romance; o próprio Sabino comenta as críticas ao "desleixo" de Stevenson nesta obra. Na minha visão, entretanto, o livro apresenta uma ideia original associada a uma escrita também incomum, rica e cativante. Como bem definiu Sabino, uma pequena
extravagância literária do autor! Para mim foi uma experiência ótima por poder flertar um pouco mais com o gênero
novela que não conheço muito; pelo contato com o estilo de Stevenson e sua descrição dos personagens sempre interessante e (é claro!) para admirar essa arte da capa que, convenhamos, é parte integrante do desejo.
; )))
Uma boa resenha sobre o livro
aqui (e que fala da história um pouco mais, coisa que eu não fiz, kkk) e
aqui, uma pitada de alguns outros volumes dessa coleção com suas
capas maravilhosas! rs
Ah, e tem também o vídeo da Luara sobre o seu amor por essas capas novas da Rocco falando de
O Homem da Areia!
Beijos!